Foi criada uma barreira intransponível entre ele e o ser alheio.
Não existe toque. Não há cheiro.
Só existem ludibriações, imaginações, que de tão consistentes, se tornam fatos.
Mas imaginação é sempre imaginação.
Descrente de toda e qualquer interação antrpológica, ele caminha pela beira da barreira procurando um buraco, pra ver se ao menos a luz do dia, do sol - estrela maior - lhe toca a face e sinta, talvez, um regozijo pleno que suas mãos foram incapazes de oferecer.
Num súbito, acha.
Estava lá, um buraco.
Pequeno, do tamanho de uma unha.
Que pena, era noite.
Resolve esperar.
Espera. Espera. Espera.
e o buraco se fecha por fora.
Não dá para abrir.
Nem sol, nem face, nem regozijo.
Só ele.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
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Um comentário:
posso roubar?
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