sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Sailor's Way

There's no earthly way of knowing
Wich direction we are going
There's no knowing where we rowing
Or wich way the river's flowing


Is it rainig
Is it snowing
Is a hurricane a-blowing


Not a speck of light is showing
So the danger must be growing


Are the fire of hell a-glowing
Is the grizzly reaper mowing

Are the danger must be growing?
Not a speck of light is showin?


YES!


So the danger must be growing
For the rowers keep on rowing
And they're cerntainly not showing
Any signs that they are slowing

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Radioatividade

A radioativaidade está por aí.
Corra!
Se esconda, utilizem seu porões, utilizem seus porões.
É necessário que se vistam com roupas de chumbo.
ROUPAS DE CHUMBO!
Ela está chegando por todos os lados, pelos vegetais.
Não coma, não respire, não beba.
É necessário que morra.
QUE MORRA!
Não entrem em conectividade com a radioatividade.
Ela é má. muito má.
Te faz dependente.
INDEPENDÊNCIA.
Mesmo que morto, independência.

Só ele.

Foi criada uma barreira intransponível entre ele e o ser alheio.
Não existe toque. Não há cheiro.
Só existem ludibriações, imaginações, que de tão consistentes, se tornam fatos.
Mas imaginação é sempre imaginação.
Descrente de toda e qualquer interação antrpológica, ele caminha pela beira da barreira procurando um buraco, pra ver se ao menos a luz do dia, do sol - estrela maior - lhe toca a face e sinta, talvez, um regozijo pleno que suas mãos foram incapazes de oferecer.
Num súbito, acha.
Estava lá, um buraco.
Pequeno, do tamanho de uma unha.
Que pena, era noite.
Resolve esperar.
Espera. Espera. Espera.
e o buraco se fecha por fora.
Não dá para abrir.
Nem sol, nem face, nem regozijo.
Só ele.

Metade.

Tô meio grosso.
Tô meio chato.
Tô meio triste.
Tô meio só.
Tô meio amargo.

Tô meio eu.

Brita.

Aqui dentro do peito habita uma brita
Que não pulsa, não bate
Só brita.

Por fora do peito existe uma pele
Que não sente mais nada.

E por volta da pele não existe mais mundo.
E quem dirá o absurdo
de que existe o amor?