Tão sujo quanto eu
Tão limpo como tu
Tão pobre e tão rico
O malestroso cavernoso
Inatingível do possível
O inabalável virtual
A sombra do assombrado
O passo da passada
A chuva que nos guarda
Tão fina quanto a água
A morte que é matada
O amor que é sofrido
O alvo que é atingido
A morte é quem me ama
Vou deitar na tua cama
O lixo do lixeiro
O pneu de caminhão
Quando quis aparecer minha me disse não
A roupa do guarda-roupa
A tomada da extensão
A valise do doutor
A corda do violão
A chave da fechadura
O trem da estação
O pé fica na sandália
E o coco na minha mão
Pra tu a CPU
Pra mim o Monitor
E a CPI eu deixo para os doutor
A contusão do jogador
O fio do bisturí
Vocês só vão acreditar
Quando eu começar à mentir
A cueca que é canção
E o cú é que não é
Balanço a minha bunda
Pra mostrar como é que é
A lata do sucatão
Travesseiro roncador
O xampú é do cabelo
Eu gosto de ventilador
A dor que é sentida
O caixão que é levado
E de herança eu lhe deixo:
Um milhão de cacos.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
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Um comentário:
you are a genius, genius!!
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