segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Qualquer Um em Qualquer Dia Desses

Acordei e dei cor as formas
Conjurei e jurei a vida
Equalizei todos os sentidos
Que por mim sentia

Sem tia, nem mãe
Caminhei na vida
Conjurada como um santo
Que me espera na esquina

Esquina de quebra-pau
Desses de dar em doido
Mendigando pela rua
Aceitando qualquer troco (desgosto)

Matando o tempo sem ser condenado
Vivendo à tôa sem ser na boa
Volto pra casa calado
Pensando em qualquer pessoa

Filhote na Savana

Homem besta, venha traga a cana
Homem besta, venha traga a mana
Prá eu papar. Prá eu papar.

Mana larga logo dessa manha
Mana abre as pernas, tua entranha
Vou entrar. Vou entrar

Arranca, fere, puxa, rasga entranha
E sangue, pouco sangue nessa saia
Encontrar, encontrar

270 é tamanha
É tempo mais que tempo pro rebento
Arrebentar, Arrebentar

Homem besta...
Homem Besta...

Sem choro, com desdém, sem muita manha
Eu vejo o filhote a savana
Atravessar, Atravessar

Sava fura, espinha, corta à faca
Mas tempo, não tem tempo que nem dá
Para notar, para anotar

Filhote ainda filho sem adote
Me empreste o seu bote dona Cobra
Pr'eu picar, Pr'eu picar

O bote tão certeiro deu em morte
O dono do filhote não consegue
Respirar. Respirar.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Um Milhão de Cacos - Rock'n'Roll

Tão sujo quanto eu
Tão limpo como tu
Tão pobre e tão rico
O malestroso cavernoso
Inatingível do possível
O inabalável virtual
A sombra do assombrado
O passo da passada
A chuva que nos guarda
Tão fina quanto a água
A morte que é matada
O amor que é sofrido
O alvo que é atingido
A morte é quem me ama
Vou deitar na tua cama
O lixo do lixeiro
O pneu de caminhão
Quando quis aparecer minha me disse não
A roupa do guarda-roupa
A tomada da extensão
A valise do doutor
A corda do violão
A chave da fechadura
O trem da estação
O pé fica na sandália
E o coco na minha mão
Pra tu a CPU
Pra mim o Monitor
E a CPI eu deixo para os doutor
A contusão do jogador
O fio do bisturí
Vocês só vão acreditar
Quando eu começar à mentir
A cueca que é canção
E o cú é que não é
Balanço a minha bunda
Pra mostrar como é que é
A lata do sucatão
Travesseiro roncador
O xampú é do cabelo
Eu gosto de ventilador
A dor que é sentida
O caixão que é levado
E de herança eu lhe deixo:
Um milhão de cacos.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Azul

um menina má...
que não imagina o imã que é...
o inimaginável do místico
ser altivo
de outra constelação
que me faz sair do chão
apenas
pelos
pêlos
pelos
f atos
q ue me fazem faturar,
passar por cima da fatura de toda obra obscura
e ser um polítíco honesto
um homem de bem querer o mal
e passar bem
pelo bem que és.

Pure D

Amplitude
amplidão
Tua vida,
vossa mão

Avesso do apropriado
Falante tal qual calado
Racionalizideia
Absurdamente Simples

Caracteres incompreensíveis
Falta tempo ainda
Fator realidade

Não, talvez
Sujeito necessidade
Até outra vez

Lyginha

Lyginha, pq deixastes a festa tão cedo, meu bem?
E sabe o que mais?
Na tua bolsa está minha identidade, meu terço e patuá.
Fosse embora, não se despediu de mim, levou algumas coisas minhas, mas eu te perdôo.
Lyginha, a festa tá tão sem graça. Todo mundo triste, sem ânimo, a música que tá tocando parece música de funeral.
Os bêbados já caíram todos.
As beatas só fazem falar mal. A bebida tá azeda, a comida tá sem sal.
As mulheres, hum, nenhuma sabe dançar. Já levei uns três pisões que meu pé criou calo.
Lyginha, eu tô na festa e tu nem tá. Tá sem graça mas eu tô.E o pior é que essa festa vai durar muito tempo e tu sabe como eu sou, só vou embora no fim da festa.
Pois é, eu acho que pra você a festa acabou né?
É acho que fosse pra casa descansar.
Tô por aqui, meio baqueado, meio triste, só tô dançando porque tô sendo empurrado.
Me espera por aí que um dia eu chego.
Vou esperar a festa acabar, fazendo figa pra poder te encontrar.