Diante dos acontecimentos, das frentes frias e muito duvidosas, me deparo com conclusões que arrastam o meu pensamento para além do que eu queria. Fatos comprovam atos e escusas afirmam o engano.
- Dá pra terminar essa resenha textual?
- Não dá.
- Então fica calado e começa agindo.
- É. Agir! AGIR!
- Preciso ir.
- Vai lá.
- Te amo.
- Amo.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Mariazinha
Me transformas
Leva embora toda gravidade
Deixa meus movimentos macios
Sentimentos, os deixa à todo pleno
Todo aparato sensorial torna-se ultra
E ainda me dá por olhos,
uma par de rubís.
Leva embora toda gravidade
Deixa meus movimentos macios
Sentimentos, os deixa à todo pleno
Todo aparato sensorial torna-se ultra
E ainda me dá por olhos,
uma par de rubís.
Conversando com um amigo meu - 05/08/1987
- Gosta dela?
- Gosto.
- Muito?
- Muito.
-Como?
-Sei lá.
- Abre os olhos! Tu não sabes do ditado: O pior cego é o que não quer enxergar. Nunca pensei que você cairia nessa. Logo você, tão esperto, ligado, tão vivo.
- Eu não caí. Me joguei.
- E quanto à questão de estar sendo enganado, traído?
- Sei. Percebo. Ela não consegue me enganar.
- Você sabe e nada faz, continua com esta merda, é isso? Tá todo mundo perguntando por você, homem. Cadê você?
- Estou aqui. Cômodo com a situação. Ao primeiro olhar desconfiado ou risinho irônico no meio da rua pra mim, eu caio fora. Estou cônscio. Estou bem. Acho que estou até amando.
- Amando? Desse jeito?
- É, amando. Estou sim. Acho às vezes que amar é isso: saber e fingir que não sabe, enxergar e virar o rosto pra olhar outras paisagens até refrescar a mente.
- Como você consegue ser tão frio?
- Vivendo dentro de uma geladeira.
- Gosto.
- Muito?
- Muito.
-Como?
-Sei lá.
- Abre os olhos! Tu não sabes do ditado: O pior cego é o que não quer enxergar. Nunca pensei que você cairia nessa. Logo você, tão esperto, ligado, tão vivo.
- Eu não caí. Me joguei.
- E quanto à questão de estar sendo enganado, traído?
- Sei. Percebo. Ela não consegue me enganar.
- Você sabe e nada faz, continua com esta merda, é isso? Tá todo mundo perguntando por você, homem. Cadê você?
- Estou aqui. Cômodo com a situação. Ao primeiro olhar desconfiado ou risinho irônico no meio da rua pra mim, eu caio fora. Estou cônscio. Estou bem. Acho que estou até amando.
- Amando? Desse jeito?
- É, amando. Estou sim. Acho às vezes que amar é isso: saber e fingir que não sabe, enxergar e virar o rosto pra olhar outras paisagens até refrescar a mente.
- Como você consegue ser tão frio?
- Vivendo dentro de uma geladeira.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Sailor's Way
There's no earthly way of knowing
Wich direction we are going
There's no knowing where we rowing
Or wich way the river's flowing
Is it rainig
Is it snowing
Is a hurricane a-blowing
Not a speck of light is showing
So the danger must be growing
Are the fire of hell a-glowing
Is the grizzly reaper mowing
Are the danger must be growing?
Not a speck of light is showin?
YES!
So the danger must be growing
For the rowers keep on rowing
And they're cerntainly not showing
Any signs that they are slowing
Wich direction we are going
There's no knowing where we rowing
Or wich way the river's flowing
Is it rainig
Is it snowing
Is a hurricane a-blowing
Not a speck of light is showing
So the danger must be growing
Are the fire of hell a-glowing
Is the grizzly reaper mowing
Are the danger must be growing?
Not a speck of light is showin?
YES!
So the danger must be growing
For the rowers keep on rowing
And they're cerntainly not showing
Any signs that they are slowing
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Radioatividade
A radioativaidade está por aí.
Corra!
Se esconda, utilizem seu porões, utilizem seus porões.
É necessário que se vistam com roupas de chumbo.
ROUPAS DE CHUMBO!
Ela está chegando por todos os lados, pelos vegetais.
Não coma, não respire, não beba.
É necessário que morra.
QUE MORRA!
Não entrem em conectividade com a radioatividade.
Ela é má. muito má.
Te faz dependente.
INDEPENDÊNCIA.
Mesmo que morto, independência.
Corra!
Se esconda, utilizem seu porões, utilizem seus porões.
É necessário que se vistam com roupas de chumbo.
ROUPAS DE CHUMBO!
Ela está chegando por todos os lados, pelos vegetais.
Não coma, não respire, não beba.
É necessário que morra.
QUE MORRA!
Não entrem em conectividade com a radioatividade.
Ela é má. muito má.
Te faz dependente.
INDEPENDÊNCIA.
Mesmo que morto, independência.
Só ele.
Foi criada uma barreira intransponível entre ele e o ser alheio.
Não existe toque. Não há cheiro.
Só existem ludibriações, imaginações, que de tão consistentes, se tornam fatos.
Mas imaginação é sempre imaginação.
Descrente de toda e qualquer interação antrpológica, ele caminha pela beira da barreira procurando um buraco, pra ver se ao menos a luz do dia, do sol - estrela maior - lhe toca a face e sinta, talvez, um regozijo pleno que suas mãos foram incapazes de oferecer.
Num súbito, acha.
Estava lá, um buraco.
Pequeno, do tamanho de uma unha.
Que pena, era noite.
Resolve esperar.
Espera. Espera. Espera.
e o buraco se fecha por fora.
Não dá para abrir.
Nem sol, nem face, nem regozijo.
Só ele.
Não existe toque. Não há cheiro.
Só existem ludibriações, imaginações, que de tão consistentes, se tornam fatos.
Mas imaginação é sempre imaginação.
Descrente de toda e qualquer interação antrpológica, ele caminha pela beira da barreira procurando um buraco, pra ver se ao menos a luz do dia, do sol - estrela maior - lhe toca a face e sinta, talvez, um regozijo pleno que suas mãos foram incapazes de oferecer.
Num súbito, acha.
Estava lá, um buraco.
Pequeno, do tamanho de uma unha.
Que pena, era noite.
Resolve esperar.
Espera. Espera. Espera.
e o buraco se fecha por fora.
Não dá para abrir.
Nem sol, nem face, nem regozijo.
Só ele.
Brita.
Aqui dentro do peito habita uma brita
Que não pulsa, não bate
Só brita.
Por fora do peito existe uma pele
Que não sente mais nada.
E por volta da pele não existe mais mundo.
E quem dirá o absurdo
de que existe o amor?
Que não pulsa, não bate
Só brita.
Por fora do peito existe uma pele
Que não sente mais nada.
E por volta da pele não existe mais mundo.
E quem dirá o absurdo
de que existe o amor?
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Cinco
Já no fim da conversa, com a embriaguez ultrapassando o lirismo e o amor desviando da razão:
Quero.
Tô precisando.
All i need is you.
Won't you stay?
Cinco minutos
Mais cinco, mas só cinco?
Tá, cinco. Cinco Anos.
Cinco Vidas.
Sinto que cinco basta.
Vem dormir.
Quero.
Tô precisando.
All i need is you.
Won't you stay?
Cinco minutos
Mais cinco, mas só cinco?
Tá, cinco. Cinco Anos.
Cinco Vidas.
Sinto que cinco basta.
Vem dormir.
sábado, 2 de agosto de 2008
Do Vento
e se sigo calado, me canso
e se sigo cansado, me calo.
calos são de doer muito
muito são os calos que dóem.
muitas são as vezes que sigo
sigo ás vezes tão só.
Só são as vezes que falo
Falo ao vento tão só
Vento amigo, mui frio
Amigo vento, tu és.
Destrói meu pensar táo tiste,
mas sem ele me sinto tão só.
e se sigo cansado, me calo.
calos são de doer muito
muito são os calos que dóem.
muitas são as vezes que sigo
sigo ás vezes tão só.
Só são as vezes que falo
Falo ao vento tão só
Vento amigo, mui frio
Amigo vento, tu és.
Destrói meu pensar táo tiste,
mas sem ele me sinto tão só.
Não
A confusão é pouca pra me definir.
Quero mais é que se foda,
você,
seu irmão.
seu pai.
sua mãe.
Tô tão confuso que desisto,
me entrego sem querer e nem saber.
Me entrAgo à mim mesmo.
Mundinho pequeno habitado por um homem só,
homem sozinho,
homem-eu.
Parei.
Quero mais é que se foda,
você,
seu irmão.
seu pai.
sua mãe.
Tô tão confuso que desisto,
me entrego sem querer e nem saber.
Me entrAgo à mim mesmo.
Mundinho pequeno habitado por um homem só,
homem sozinho,
homem-eu.
Parei.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Apoi Tá Certo
Apoi tá certo!
Deixe, quero mais não...
Eu não queria?
Eu não quero agora.
Enrolasse o tempo todo,
Fingiu mais que tudo.
E vem com esse papo,
Agora?
Nem dá mais, ó!
Apoi tá certo!
Quero mais não.
Deixe, quero mais não...
Eu não queria?
Eu não quero agora.
Enrolasse o tempo todo,
Fingiu mais que tudo.
E vem com esse papo,
Agora?
Nem dá mais, ó!
Apoi tá certo!
Quero mais não.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Agia Como Tal
Quando eu era criança,
falava como criança,
brincava como criança,
eu era criança.
Por causa de vocês tive que entrar nesse mundo. E agora, por vocês, novamente tenho que sair desse mundo para outro.
Saudades,
amigos.
falava como criança,
brincava como criança,
eu era criança.
Por causa de vocês tive que entrar nesse mundo. E agora, por vocês, novamente tenho que sair desse mundo para outro.
Saudades,
amigos.
Amor de Mundo
Tô amando o mundo.
Me transformo num bocado.
Trato-me como fino.
Defino-me como mundo.
Que há um bocado...
Amo à mim mesmo.
Me transformo num bocado.
Trato-me como fino.
Defino-me como mundo.
Que há um bocado...
Amo à mim mesmo.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Esperando o Ônibus
Menino na Rua:
conselho!
conselho!
conselho!
né não?
conselho, na minha cabeça
botei o conselho na minha cabeça
roubando?
eu?
ela viu, eu sou engraxate, devo nada não!
Meu padrasto meu deu.
Conselho
conselho
minha mãe disse:
conselho
botei na minha cabeça o conselho
né não?
né não?
A polícia tá aí!
Me prendeu ontem...
aí eu disse:
Conselho
Devo nada não, meu véi!
Chero cola mermo, mas sou ladrão não!
Tenho família
Conselho!
Vou ser homem, meu véi!
Quero trabalhar
Ajudar minha mãe e meus irmão
Robo ninguém não, doido!
Né não?
Né não?
Tenho conselho na minha cabeça, meu véi!
Ajudar minha família..
Né não?
Né não?
Eu: É!
conselho!
conselho!
conselho!
né não?
conselho, na minha cabeça
botei o conselho na minha cabeça
roubando?
eu?
ela viu, eu sou engraxate, devo nada não!
Meu padrasto meu deu.
Conselho
conselho
minha mãe disse:
conselho
botei na minha cabeça o conselho
né não?
né não?
A polícia tá aí!
Me prendeu ontem...
aí eu disse:
Conselho
Devo nada não, meu véi!
Chero cola mermo, mas sou ladrão não!
Tenho família
Conselho!
Vou ser homem, meu véi!
Quero trabalhar
Ajudar minha mãe e meus irmão
Robo ninguém não, doido!
Né não?
Né não?
Tenho conselho na minha cabeça, meu véi!
Ajudar minha família..
Né não?
Né não?
Eu: É!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Qualquer Um em Qualquer Dia Desses
Acordei e dei cor as formas
Conjurei e jurei a vida
Equalizei todos os sentidos
Que por mim sentia
Sem tia, nem mãe
Caminhei na vida
Conjurada como um santo
Que me espera na esquina
Esquina de quebra-pau
Desses de dar em doido
Mendigando pela rua
Aceitando qualquer troco (desgosto)
Matando o tempo sem ser condenado
Vivendo à tôa sem ser na boa
Volto pra casa calado
Pensando em qualquer pessoa
Conjurei e jurei a vida
Equalizei todos os sentidos
Que por mim sentia
Sem tia, nem mãe
Caminhei na vida
Conjurada como um santo
Que me espera na esquina
Esquina de quebra-pau
Desses de dar em doido
Mendigando pela rua
Aceitando qualquer troco (desgosto)
Matando o tempo sem ser condenado
Vivendo à tôa sem ser na boa
Volto pra casa calado
Pensando em qualquer pessoa
Filhote na Savana
Homem besta, venha traga a cana
Homem besta, venha traga a mana
Prá eu papar. Prá eu papar.
Mana larga logo dessa manha
Mana abre as pernas, tua entranha
Vou entrar. Vou entrar
Arranca, fere, puxa, rasga entranha
E sangue, pouco sangue nessa saia
Encontrar, encontrar
270 é tamanha
É tempo mais que tempo pro rebento
Arrebentar, Arrebentar
Homem besta...
Homem Besta...
Sem choro, com desdém, sem muita manha
Eu vejo o filhote a savana
Atravessar, Atravessar
Sava fura, espinha, corta à faca
Mas tempo, não tem tempo que nem dá
Para notar, para anotar
Filhote ainda filho sem adote
Me empreste o seu bote dona Cobra
Pr'eu picar, Pr'eu picar
O bote tão certeiro deu em morte
O dono do filhote não consegue
Respirar. Respirar.
Homem besta, venha traga a mana
Prá eu papar. Prá eu papar.
Mana larga logo dessa manha
Mana abre as pernas, tua entranha
Vou entrar. Vou entrar
Arranca, fere, puxa, rasga entranha
E sangue, pouco sangue nessa saia
Encontrar, encontrar
270 é tamanha
É tempo mais que tempo pro rebento
Arrebentar, Arrebentar
Homem besta...
Homem Besta...
Sem choro, com desdém, sem muita manha
Eu vejo o filhote a savana
Atravessar, Atravessar
Sava fura, espinha, corta à faca
Mas tempo, não tem tempo que nem dá
Para notar, para anotar
Filhote ainda filho sem adote
Me empreste o seu bote dona Cobra
Pr'eu picar, Pr'eu picar
O bote tão certeiro deu em morte
O dono do filhote não consegue
Respirar. Respirar.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Um Milhão de Cacos - Rock'n'Roll
Tão sujo quanto eu
Tão limpo como tu
Tão pobre e tão rico
O malestroso cavernoso
Inatingível do possível
O inabalável virtual
A sombra do assombrado
O passo da passada
A chuva que nos guarda
Tão fina quanto a água
A morte que é matada
O amor que é sofrido
O alvo que é atingido
A morte é quem me ama
Vou deitar na tua cama
O lixo do lixeiro
O pneu de caminhão
Quando quis aparecer minha me disse não
A roupa do guarda-roupa
A tomada da extensão
A valise do doutor
A corda do violão
A chave da fechadura
O trem da estação
O pé fica na sandália
E o coco na minha mão
Pra tu a CPU
Pra mim o Monitor
E a CPI eu deixo para os doutor
A contusão do jogador
O fio do bisturí
Vocês só vão acreditar
Quando eu começar à mentir
A cueca que é canção
E o cú é que não é
Balanço a minha bunda
Pra mostrar como é que é
A lata do sucatão
Travesseiro roncador
O xampú é do cabelo
Eu gosto de ventilador
A dor que é sentida
O caixão que é levado
E de herança eu lhe deixo:
Um milhão de cacos.
Tão limpo como tu
Tão pobre e tão rico
O malestroso cavernoso
Inatingível do possível
O inabalável virtual
A sombra do assombrado
O passo da passada
A chuva que nos guarda
Tão fina quanto a água
A morte que é matada
O amor que é sofrido
O alvo que é atingido
A morte é quem me ama
Vou deitar na tua cama
O lixo do lixeiro
O pneu de caminhão
Quando quis aparecer minha me disse não
A roupa do guarda-roupa
A tomada da extensão
A valise do doutor
A corda do violão
A chave da fechadura
O trem da estação
O pé fica na sandália
E o coco na minha mão
Pra tu a CPU
Pra mim o Monitor
E a CPI eu deixo para os doutor
A contusão do jogador
O fio do bisturí
Vocês só vão acreditar
Quando eu começar à mentir
A cueca que é canção
E o cú é que não é
Balanço a minha bunda
Pra mostrar como é que é
A lata do sucatão
Travesseiro roncador
O xampú é do cabelo
Eu gosto de ventilador
A dor que é sentida
O caixão que é levado
E de herança eu lhe deixo:
Um milhão de cacos.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Azul
um menina má...
que não imagina o imã que é...
o inimaginável do místico
ser altivo
de outra constelação
que me faz sair do chão
apenas
pelos
pêlos
pelos
f atos
q ue me fazem faturar,
passar por cima da fatura de toda obra obscura
e ser um polítíco honesto
um homem de bem querer o mal
e passar bem
pelo bem que és.
que não imagina o imã que é...
o inimaginável do místico
ser altivo
de outra constelação
que me faz sair do chão
apenas
pelos
pêlos
pelos
f atos
q ue me fazem faturar,
passar por cima da fatura de toda obra obscura
e ser um polítíco honesto
um homem de bem querer o mal
e passar bem
pelo bem que és.
Pure D
Amplitude
amplidão
Tua vida,
vossa mão
Avesso do apropriado
Falante tal qual calado
Racionalizideia
Absurdamente Simples
Caracteres incompreensíveis
Falta tempo ainda
Fator realidade
Não, talvez
Sujeito necessidade
Até outra vez
amplidão
Tua vida,
vossa mão
Avesso do apropriado
Falante tal qual calado
Racionalizideia
Absurdamente Simples
Caracteres incompreensíveis
Falta tempo ainda
Fator realidade
Não, talvez
Sujeito necessidade
Até outra vez
Lyginha
Lyginha, pq deixastes a festa tão cedo, meu bem?
E sabe o que mais?
Na tua bolsa está minha identidade, meu terço e patuá.
Fosse embora, não se despediu de mim, levou algumas coisas minhas, mas eu te perdôo.
Lyginha, a festa tá tão sem graça. Todo mundo triste, sem ânimo, a música que tá tocando parece música de funeral.
Os bêbados já caíram todos.
As beatas só fazem falar mal. A bebida tá azeda, a comida tá sem sal.
As mulheres, hum, nenhuma sabe dançar. Já levei uns três pisões que meu pé criou calo.
Lyginha, eu tô na festa e tu nem tá. Tá sem graça mas eu tô.E o pior é que essa festa vai durar muito tempo e tu sabe como eu sou, só vou embora no fim da festa.
Pois é, eu acho que pra você a festa acabou né?
É acho que fosse pra casa descansar.
Tô por aqui, meio baqueado, meio triste, só tô dançando porque tô sendo empurrado.
Me espera por aí que um dia eu chego.
Vou esperar a festa acabar, fazendo figa pra poder te encontrar.
E sabe o que mais?
Na tua bolsa está minha identidade, meu terço e patuá.
Fosse embora, não se despediu de mim, levou algumas coisas minhas, mas eu te perdôo.
Lyginha, a festa tá tão sem graça. Todo mundo triste, sem ânimo, a música que tá tocando parece música de funeral.
Os bêbados já caíram todos.
As beatas só fazem falar mal. A bebida tá azeda, a comida tá sem sal.
As mulheres, hum, nenhuma sabe dançar. Já levei uns três pisões que meu pé criou calo.
Lyginha, eu tô na festa e tu nem tá. Tá sem graça mas eu tô.E o pior é que essa festa vai durar muito tempo e tu sabe como eu sou, só vou embora no fim da festa.
Pois é, eu acho que pra você a festa acabou né?
É acho que fosse pra casa descansar.
Tô por aqui, meio baqueado, meio triste, só tô dançando porque tô sendo empurrado.
Me espera por aí que um dia eu chego.
Vou esperar a festa acabar, fazendo figa pra poder te encontrar.
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